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EDUCAÇÃO E EMPREENDEDORISMO

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  • 1 de setembro de 2014
  • by Victor Alberto Danich
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Entre as tarefas operacionais do Centro de Inovação e Pesquisas Tecnológicas – JaraguaTec, encontra-se uma atividade que pode ser considerada fundamental para a execução de suas metas, que é criar uma cultura empreendedora. O exercício do empreendedorismo através da educação torna-se essencial para assentar as bases de um modelo adequado em todos os níveis de ensino, que estimule os estudantes a inovar e criar. A proximidade física do JaraguaTec em relação ao meio acadêmico, permite adotar uma metodologia em que a oferta de disciplinas de empreendedorismo possam ter uma vertente prática no exercício dessa modalidade. A oferta de disciplinas de empreendedorismo nas universidades é apenas introdutória e muitas vezes baseadas em exemplos com os quais os estudantes não se identificam. Existe no Brasil um grande contingente de indivíduos que gostaria de entrar no mundo do empreendedorismo, mas se sentem inseguros pela falta de preparo técnico ou por achar que carecem de um perfil adequado.

Para dimensionar esse quadro, pode-se verificar que um número pequeno de brasileiros, cerca de 1% da população, visita algum centro ou museu de ciências a cada ano, que se reflete na falta de valorização acadêmica das atividades de extensão, em particular na divulgação científica. Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o problema só será resolvido com uma mudança na cultura das escolas e as universidades, de modo que o ensino esteja focalizado numa aprendizagem independente, que valorize a autonomia e criatividade dos estudantes, e não apenas num modelo dependente e centrado no professor. Nesse sentido, vale destacar a criação recente, pelo CNPq, do Comitê Temático de Divulgação Científica e o surgimento de vários editais para divulgação científica e extensão universitária, do qual o JaraguaTec torna-se um executor privilegiado.

No entanto, do lado da mídia, a cobertura sobre ciência e tecnologia nos meios de comunicação é no geral deficiente e esparsa. Na mídia impressa e televisiva, a ciência sempre é apresentada como um empreendimento espetacular, no qual as descobertas científicas são episódicas e realizadas por indivíduos excepcionais. As aplicações reais ou imaginadas da ciência recebem grande ênfase, mas o processo de sua produção, seu contexto, suas limitações e incertezas são usualmente ignorados e predominam modelos conceituais simplificados sobre a relação entre ciência e público. Pode-se constatar com isso, que a divulgação científica e tecnológica carece de um papel relevante na formação permanente do indivíduo e no aumento da qualificação geral científico-tecnológica da sociedade. Para sanar essa deficiência, entidades ligadas ao movimento da inovação no país, com é o caso da Associação de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), divulgaram um manifesto em defesa da educação empreendedora, no qual estabelecem princípios que fomentem o empreendedorismo no Brasil com foco na educação formal. A essência do texto está centrada no objetivo de fazer que a educação empreendedora se torne uma realidade em todos os níveis educacionais, de modo a fortalecer metodologias que proporcionem avanços sobre o tema, ajudando aos professores a se tornarem facilitadores dessa nova forma de divulgar e tornar prático o exercício do conhecimento.

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