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Eficiência no conhecimento e na inovação

cabecalho

Tornar o país mais eficiente torna-se uma missão desafiadora para as pequenas e médias empresas, entre elas a capacidade de competir com produtividade, que deve ter como contrapartida do governo a simplificação tributária, de modo a oferecer fôlego para que estas possam investir em novas tecnologias. Não existe nada de estranho nesta consideração. O Brasil sacrificou seu potencial inovador se dedicando apenas a exportar matérias primas, deixando para trás o destaque das estatais em relação aos projetos tecnológicos da década de 90. De acordo com o ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Prof. Roberto Amaral, o estado desempenhava um papel fundamental na tarefa de desenvolver tecnologias inovadoras, que atualmente subsiste em empresas como a Petrobrás, a Embrapa, Embraer e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que se configuram como exceções no contexto atual dos objetivos de desenvolvimento para o país. Os problemas citados inicialmente faz com que o empresariado nacional – afirma o ex-ministro – “prefira pagar royalties a investir em pesquisas” – e continua – “As instituições privadas, raramente sustentam laboratórios próprios de pesquisa, sendo que o avanço em ciência e tecnologia vem das universidades públicas, que faz com que o Estado assuma sozinho essa empreitada”. Nesse contexto, tão importante para o futuro socioeconômico do país, deve-se destacar o papel das incubadoras como agentes de desenvolvimento sociocultural na área da inovação tecnológica. Tal concepção não é recente. Ela é resultado de um processo histórico com impactos na organização da produção. O surgimento das incubadoras tecnológicas não aconteceu por acaso no Brasil. Ela é resultado de uma nova modalidade, que tem como objetivo principal utilizar os recursos humanos e conhecimento da universidade para a formação, qualificação e assessoria de trabalhadores empreendedores na construção de seus próprios negócios, visando sua inclusão no mercado de trabalho. A conceituação que sustenta tal modelo parte do princípio de que a universidade, quando responsável pela proposição e execução de um projeto econômico que incorpora um processo de geração de trabalho e renda, como é o caso das incubadoras tecnológicas, termina configurando-se como um mecanismo pleno de extensão universitária. Esse seria o habitat natural para um ambiente acadêmico que se responsabilize das atividades operacionais de incubação, que incluem a construção da efetiva conexão com uma população de potenciais empreendedores, interessados na inserção nesse tipo de organização para o trabalho, principalmente aquele ligado ao conhecimento. Entretanto, para que este processo seja possível, o mesmo deve possuir uma configuração diferente das instituições privadas, cuja grande preocupação é a necessidade do retorno financeiro. Qual seria então a natureza deste modelo? O público alvo está centrado numa população que não é mercado, principalmente porque não existe resposta financeira para um processo que no fundo é educacional. Em todo caso, num segundo momento poderiam vir a ser mercado, o que está contemplado quando os empreendedores constituem suas próprias empresas, graduadas e fora do âmbito da incubadora. A importância desta nova perspectiva funcional reside em entender que a universidade propicia a possibilidade da mudança, transformando-se no próprio eixo do conhecimento, no sentido de ser o espaço avançado de fomento de novos processos inovadores.

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