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| INOVAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA |
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Num momento em que os mercados se globalizam a partir dos anos 90, ocorre uma abertura comercial que insere nosso paÃs num processo de competitividade espontânea. Nesse novo condicionante produtivo, as empresas nacionais encontravam-se numa clara situação de desvantagem, incapazes de fazer frente a diversidade de grupos econômicos transnacionais e produtos estrangeiros que inundavam no Brasil. Tal fato levou ao governo, com apoio de organizações não governamentais, a promover ações que visassem ao desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da interação entre a universidade e a empresa. Tal estratégia estava direcionada a manter a competitividade das empresas a partir da capacidade de promover inovação, de modo a se adaptarem com maior velocidade as mudanças, principalmente por meio da capacidade de criar parcerias público-privadas exitosas. As ações governamentais de incentivo à inovação passaram a fazer parte das polÃticas públicas do paÃs através da intensificação da parceria universidade-empresa, de modo a formalizar mecanismos institucionais de transferência de tecnologia e conhecimento. Desse modo, a presença de instituições com capacidade de infraestrutura cientÃfico-tecnológica favoreceria o fortalecimento de um Sistema Nacional de Inovação, iniciativa lançada pela Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, em 2006, destinada a estruturar um sistema articulado de inovação, integrando os atores das esferas pública e privada em torno de polÃticas capazes de promover a melhoria do patamar competitivo da indústria brasileira. Nesse caso especÃfico, as incubadoras de empresas são parte desse Sistema de Inovação, e aparecem no cenário produtivo como um mecanismo de incentivo, apoio e promoção da inovação, principalmente no que se refere à aproximação entre conhecimento cientÃfico e as demandas da indústria. Tal configuração tende a incrementar a utilização do conhecimento e dos recursos humanos e financeiros que os pequenos empreendedores podem usufruir. Esse modelo de incubação permite um Ãndice de sobrevivência maior para as micro e pequenas empresas, já que atua como suporte para atender as dificuldades iniciais dos novos empreendedores. Considerando estes aspectos chaves no processo de incubação, pode-se constatar que este procedimento é considerado um dos mecanismos mais eficientes em relação a um modelo sólido de empreendimento que, segundo dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores – Anprotec, reduz em aproximadamente 20% a taxa de mortalidade das empresas. É importante destacar que a fase de incubação envolve programas formais de promoção das empresas incubadas nos seus mercados de interesse, promovendo o encontro com empresários do mesmo ramo, fortalecendo e ajudando a participação dessas empresas em feiras e congressos, criando oportunidades de comercialização dos seus produtos por meio da aproximação destas com seus clientes potenciais, preferentemente aqueles que trabalham com tecnologias inovadoras. Para finalizar, a gestão de atividades acadêmicas centradas no desenvolvimento dessas tecnologias, aliadas à s parcerias estratégicas com o mercado produtivo, é essencial para o salto de competitividade e qualidade que o Brasil precisa. |





