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| RUMO AO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO |
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O desenvolvimento de uma tecnologia nacional constitui-se, nos últimos anos, em objetivo prioritário dos governos, em grande parte dos países em desenvolvimento. Nesse contexto, a ciência e a tecnologia são questões fundamentais de Estado, que ultrapassam os condicionantes políticos e devem constituir-se em compromissos governamentais consolidados. A crescente incorporação do conceito de inovação na agenda política dos governos estaduais e federal vai começando a render seus frutos no cenário empresarial. Tal fato pode ser constatado na percepção crescente deste setor na necessidade de investir no campo da inovação tecnológica, fundamentalmente numa economia de crescimento sustentado. Nesse sentido, a Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, em conjunto com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, lançarão novamente, neste ano, o Programa Primeira Empresa Inovadora – PRIME, destinado à execução de empreendimentos de médio e pequeno porte na área da inovação tecnológica, como forma de agregar valor a seus produtos.
Com investimentos iniciais de R$ 270 milhões, os quais serão disponibilizados na forma de subvenção econômica, terão como finalidade o apoio a programas de inovação tecnológica que favoreça empreendimentos notadamente nacionais. As diretrizes lançadas pela FINEP, cumprem um papel importante na divulgação de matrizes produtivas que envolvem ciência e tecnologia, que assentam as bases para a “descentralização, desburocratização e garantia de recursos” através do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – SNCTI. Tal iniciativa será configurada através de agentes operacionais vinculados a fundações de amparo à pesquisa, agências de desenvolvimento ou incubadoras tecnológicas, escolhidos localmente ou credenciados pela financiadora, como é o caso do Centro de Inovação e Pesquisas Tecnológicas – JaraguaTec. Conforme as diretrizes do Ministério de Ciência e Tecnologia, as propostas são veiculadas através de chamadas públicas, cujo vértice encontra-se centrado na diminuição da distância entre as pequenas empresas e a inovação tecnológica. Os dados recentes mostram que a demanda por recursos para inovação cresceu de forma extraordinária nestes últimos anos, mostrando a preocupação com o desenvolvimento tecnológico. Dos R$ 300 milhões em 2003, a demanda aumentou para R$ 4 bilhões em 2010, que corresponde a uma alta de 1233%. Já nos primeiros oito meses de 2011, aponta a pesquisa, a demanda alcançou R$ 5 bilhões, que mostra um crescimento de 1566% em relação comparativa com os valores desembolsados há oito anos. Estes programas de inclusão tecnológica são destinados a disponibilizar recursos para as micro e pequenas empresas, que historicamente tem dificuldades em acessar ao crédito, pelo fato de não possuírem garantias suficientes no setor financeiro. Por outro lado, os mesmos encontram-se focados na contribuição para a consolidação de um ambiente favorável às atividades inovadoras no segmento empresarial, mediante a inserção de pesquisadores no setor produtivo, da difusão do conhecimento técnico e científico e da formação de recursos humanos para a inovação. Prof. Victor Alberto Danich Diretor JaraguaTec |




