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INVESTIDORES ANJOS

cabecalhoMuitos empreendedores se perguntam qual é o significado do termo investidor-anjo. A terminologia encerra o conceito de “anjo da guarda”, mesmo para aqueles que acreditam apenas na realidade concreta do cotidiano. Na prática, o investidor-anjo é um empresário que inicialmente coloca dinheiro na empresa, mas também, além dos recursos, acrescenta com sua participação efetiva a experiência e maturidade para a condução dos negócios, auxiliando os gestores iniciantes nessa nova caminhada empresarial. Sua missão principal é guiar o startup – termo que designa empresas recém-criadas e rentáveis – no rumo do sucesso. No entanto, a escolha de um investidor-anjo deve ser planejada cuidadosamente. Sempre que um anjo ingressa na empresa, torna-se possuidor de uma fatia das ações desta, o que provoca uma perda de autonomia dos empreendedores. Para um empresário iniciante, isso resulta numa situação de insegurança. A pergunta é: quanto da empresa deve ser cedida para o investidor?

Segundo a entidade Anjos do Brasil, que agrupa e incentiva investidores no país, existem algumas diretrizes que devem ser seguidas pelos empreendedores. O primeiro passo é verificar a idoneidade do investidor, consultando a opinião de pessoas ligadas ao ramo, de modo a avaliar outros empreendimentos realizados pelo gestor escolhido para a parceria. Quando há certeza de que o negócio pode ser positivo para o processo de startup, começam a ser delineados os procedimentos para saber quanto será investido e qual o percentual da empresa que será cedido para o investidor. Geralmente, considerando a média de recursos em torno de uma faixa de R$ 20 mil a R$ 100 mil por parte do investidor, é comum no mercado que o percentual de 15% a 30% do empreendimento fique com o anjo, dependendo do acordo estabelecido entre ambas as partes. Mesmo assim, sabendo que os procedimentos são realizados dessa forma, como o empreendedor deve proceder para atrair a atenção dos investidores?

Como existem muitos startups no mercado, antes de começar a negociação, o empreendedor tem a difícil tarefa de atrair a atenção dos anjos, já que estes têm uma grande variedade de opções para analisar. Há necessidade de que o empresário entenda muito bem o mercado de atuação, conhecendo os concorrentes e a possiblidade de sobreviver nesse contexto ao longo de tempo. O desenvolvimento de um protótipo do produto é essencial para definir o negócio, já que o investidor precisa, além das ideias colocadas no papel, de uma prova empírica da capacidade do empreendedor de transformar estas num objeto concreto. A existência de empreendedores com ideias inovadoras e promissoras, principalmente associadas a novas tecnologias, que encontraram financiamento para os seus projetos através de investidores-anjos, conseguiram modelar negócios extremamente lucrativos e sustentáveis. Aqueles empreendedores que batalham para criar micros ou pequenas empresas num mercado altamente competitivo, encontram no startup uma forma de crescimento, uma espécie de teste/adaptação mercadológica, onde o objetivo é alcançar um grande número de clientes, que permita evoluir rapidamente para a lucratividade – sem que haja um aumento significativo de custos – num curto espaço de tempo. Essa percepção de resultados mostra que vale a pena se aproximar dos investidores-anjos, conversar e convencê-los a fazer negócios.

 

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